segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Excuse me... Who are you?"

         Enquanto passo meus olhos pelo capítulo 7 de Harry Potter e a Pedra Filosofal, intitulado “O Chapéu Seletor”, relembro a primeira vez em que li aquele trecho e logo coloquei meu cérebro para trabalhar, analisando as quatro casas e imediatamente tentando me encaixar em alguma. Naturalmente, decidi que iria acompanhar Harry, Rony e Hermione e permanecer na Grifinória, afinal, era a casa dos protagonistas. Sonserina, para mim, era a casa dos vilões, mas desde cedo comecei a alimentar uma admiração oculta, sentindo-me traidora por gostar de outra casa e, simultaneamente, deslocada por não estar exatamente me encaixando ali. Eu queria estar lá. Eu era de lá. O misterioso sempre me atraiu, era óbvio que eu iria acabar me tornando uma Sonserina com o desenvolver da história. Muito da minha personalidade se encontrava nas palavras do Chapéu Seletor, fui descobrir um pouco mais tarde. E, ao fazer meu primeiro teste online, o resultado foi certeiro: Sonserina. Não era o teste oficial pois naquela época ainda não existia, mas as perguntas indicavam claramente quatro caminhos. Enfim, eu estava em casa.


         Ao alcançar o terceiro livro e ser apresentada ao professor Lupin e, simultaneamente, ao aparente vilão Sirius Black, apeguei-me de forma inexplicável àquela história. Cultivei minha admiração por Remo durante toda a leitura, vendo nele o primeiro porto seguro de Harry em Hogwarts, sem ser Dumbledore, Hagrid ou McGonagall. Era também o primeiro professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que era, até onde eu havia lido, uma ótima pessoa. Aqui nascia, sem eu saber, a primeira manifestação de adoração aos Marotos. Quando a grande revelação do final da história é feita, um significativo turning point ocorre em mim – o personagem que eu mais temia havia se tornado o que eu mais passaria a admirar, juntamente com Lupin. Remo e Sirius carregavam uma porção de qualidades que a cada história floresciam mais e mais em Harry, Rony e Hermione. Lupin e Black eram o coração que representava a lealdade, a honra e a amizade. Eu respeitava aquilo mais do que qualquer outra coisa, e aqueles personagens permanecem desde a primeira vez que descobri suas verdadeiras identidades, meus personagens preferidos.




           A adaptação do terceiro livro para o cinema apresentou um clima bastante diferente dos dois outros filmes já lançados, pois o diretor havia mudado. Felizmente, saí da sala de cinema mais do que satisfeita, certa de que seria difícil algum outro filme ocupar o mesmo lugar que Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban havia conquistado no primeiro lugar do meu pódio particular. A história era incrível e o filme havia sintetizado perfeitamente tudo o que era de se esperar. Posso dizer que, com as adaptações todas lançadas e a saga finalizada, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban continua sendo, para mim, o melhor livro e o melhor filme. E, acompanhando tudo isso, meus personagens favoritos haviam sido introduzidos de forma espetacular.


  Meu nome é Ana, tenho 19 anos e sou fã de Harry Potter desde meus 9 anos. Esclareci minhas preferências neste post pois com certeza influenciarão nas minhas futuras análises sobre os livros e os filmes.

Malfeito-feito!









domingo, 10 de novembro de 2013

O Começo

             Encontro-me parada em frente a minha estante de filmes com meus olhos focados no canto mais vivo e ativo. Colocados em ordem, estão todos os meus DVD’s de Harry Potter, comprados instantaneamente nos seus respectivos anos de lançamento. O mais gasto de todos é a Câmara Secreta, assistido mais vezes do que seria saudável na minha infância. Meu olhar recai naquele que faz meu coração bater mais forte e me sinto imediatamente acolhida, quando, em apenas alguns segundos, toda a história passa em flashes pela minha mente. Sorrio ao lembrar da minha surpresa quando descobri que Sirius Black era, na verdade, padrinho de Harry. A revelação do Prisioneiro de Azkaban é, provavelmente, a melhor que eu já li, e faz da história a minha preferida. Demoraria alguns bons parágrafos justificando essa paixão, que cresceu ao longo dos anos e ao longo das tardes lendo o livro e assistindo ao filme, mas por agora não vou me focar nisso. Basta saber que o nome desse blog é em razão, principalmente, de Sirius e da “Mui antiga e nobre casa dos Black” , ou seja, a família Black e seus mistérios escondidos por trás da tapeçaria em que reside a imensa árvore genealógica.
            A razão pela qual decidi criar esse blog é simples: eu adoro falar sobre Harry Potter! Eu passo grande parte das minhas horas pensando sobre tudo que eu já sei e, por incrível que pareça, descubro detalhes novos todos os dias, e é isso que me faz gostar tanto dessa saga – você pode ler os livros uma, duas ou três vezes, mas a trama é tão inteligente e entrelaçada que sempre há algo a mais para se pensar a respeito. No Nobre Black pretendo compartilhar meus pensamentos, conclusões e experiências que tive e tenho todos os dias com Harry Potter.
            Espero que dê certo.
           Bem-vindos a região mais preciosa do meu cérebro, ocupada por tudo que eu já vivi relacionado a Hogwarts e aos bruxos que nela estudam.


            Lumos!